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segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Outro vaso Carnival Glass


O mistério dos vasos carnival glass brasileiros continua!
Dessa vez um vaso com 22,0 cm de altura por cerca de 12,0 cm de diâmetro.


Ele possui uns gomos em espiral que, dependendo da posição que olhamos lembram dedos segurando a base do vaso.






Impossível falar desse "novo" vaso sem lembrar de outros vasos misteriosos que já foram apresentados nesse link.


Da esquerda para a direita: Uva Dedo de Moça, o "novo" vaso, Cocar Asteca, Fircone.

Dos quatro vasos, os três primeiros foram produzidos no Brasil, já o último é de produção francesa da Saint Gobain que foi proprietária da brasileira Santa Marina.

Algumas características comum aos quatro vasos que chamam a atenção.

1 - A borda com leves ondulações e sem a coloração carnival glass.

Uva Dedo de Moça:

O novo vaso:

Cocar Asteca:

Fircone:

2 - Em algumas partes, o vidro apresenta uma textura que parecendo que ele foi levemente martelado.

Uva Dedo de Moça:

O novo vaso:

Cocar Asteca:

Fircone:

3 - A base. Nesse item, os vasos brasileiros são diferentes do francês.
A base do Fircone é plana, enquanto a dos outros três vasos apresentam um côncavo.

Uva Dedo de moça:

O novo vaso:

Cocar Asteca:

Fircone, onde se lê "Coty France":

Várias semelhanças, mas infelizmente o mistério de quem realmente fabricou esses vasos brasileiros continuam.
Todas as evidências nos levam a crer que a Santa Marina tenha produzido algumas peças carnival glass.

Mas são apenas suspeitas...

Enquanto não encontramos uma prova real que comprove a suspeita, o mistério continua...


sábado, 30 de junho de 2018

Carnival Glass padrão Bico de Jaca da Esberard Rio

Como é bom descobrir peças novas e poder contar com a ajuda de amigos para mostrar um pouco da história do vidro no Brasil.

E aqui tenho que agradecer aos amigos Álvaro Aguiar pelas fotos da compoteira carnival glass com tampa e prato de apoio, e ao amigo Clovis Bezerra Cavalcante pela imagem do catálogo da Esberard Rio.

Vamos para a publicação de hoje!


Já comentei aqui no blog sobre o padrão "Bico de Jaca".

O Bico de Jaca foi trazido ao Brasil, no início do século passado, pela mãos dos portugueses, provavelmente da fábrica Marinha Grande.

O padrão logo se tornou um dos preferidos entre os brasileiros, ficou um pouco esquecido entre as décadas de 1990 e 2000, mas parece que voltou à moda nos últimos anos.

Recebe esse nome pois lembra a casca da fruta jaca, originária da Índia, mas facilmente encontrada no Brasil.

Uma curiosidade, em Portugal, o Bico de Jaca é conhecido apenas por "Bicos", e em inglês ele é melhor identificado como "Diamond Points".

A primeira peça é uma compoteira carnival glass Bico de Jaca fechada.





É uma das menores compoteiras que eu conheço, cerca de 14,0 cm de diâmetro e um pouco mais de 14,0 cm na altura.

No prato de apoio é possível identificar que a produção é da Esberard Rio.




A segunda compoteira foi feita com o mesmo molde da primeira, porém é aberta, não possui o prato de apoio, é um carnival glass com uma cor fogo mais escura e possui as bordas em onda.

Uma peça que apesar de ser muito bonita, não é em um formato que caiu no agrado dos brasileiros.
Talvez, por isso, seja uma peça um pouco mais difícil de ser encontrada.






Uma terceira compoteira, sem o prato de apoio, e com uma cor que, sinceramente, eu não consigo dizer se é verde ou amarela ou verde-amarela ou amarela-verde...

Já chegaram a me perguntar se ela é pintada nessa cor.
A resposta é "Não", essa cor é do próprio vidro.






A compoteira Bico de Jaca aparece no catálogo da Esberard Rio descoberto pelo Clóvis.
Eis a imagem:


Peças únicas e lindas!
Vida longa ao Bico de Jaca!


BONUS!
Grega em uralina!

No sábado passado eu recebi um e-mail do Álvaro Aguiar, pedindo para que eu o ajudasse na compra de uma compoteira Grega verde-limão que ele havia encontrado sendo anunciada em um site de vendas por uma pessoa daqui de Curitiba.

Na segunda feira fui na casa do vendedor, Maurício, que me falou que essa compoteira pertencera a avó dele que morou no Rio de Janeiro.
Constatei que ela estava em perfeito estado!
Compra feita, eu precisava enviar a compoteira para o Álvaro e sua esposa, Márcia, em Juiz de Fora, Minas Gerais.

Mas claro que antes, não resisti, tirei algumas fotos e também testei ela sob uma luz negra.

Uralina!!! Eis as fotos:




A compoteira Grega Também aparece no catálogo da Esberard Rio do Clovis Bezerra.
Eis a imagem do catálogo com a minha Grega carnival glass.



quarta-feira, 30 de maio de 2018

Prato Carnival Glass Amanda, um prato alemão ou brasileiro (?)


Há exatos cinco anos eu escrevi aqui no blog sobre uma compoteira onde todas as evidências levavam a acreditar que a peça era de origem alemã, produzida pela Fenne.



Essa atribuição não foi feita pelo que chamamos de "achismo", além da ajuda de colecionadores de outras partes do mundo, contei com um auxílio especial, imagens do catálogo de 1906 da Fenne, gentilmente fornecidas por Pamela Wessendorf, proprietária do site glas-musterbuch.de e que, mais uma vez, permitiu que eu as usasse para ilustrar essa publicação.



Durante os últimos cinco anos, não tive dúvidas quanto a origem da compoteira, até que há uns dois meses comprei um prato que me fez parar para pensar.


Vendido como prato de apoio para compoteira, possui 18,0 cm de diâmetro, e quando foi entregue, demorei cerca de dois dias para associar o padrão do prato com o padrão da compoteira Amanda.


Talvez essa dificuldade se deu pelo fato da compoteira estar guardada dentro de uma caixa já faz um bom tempo... E sabe como é, longe dos olhos...


O certo é que quando relacionei o padrão do prato, com o padrão Amanda da Fenne, corri para o site da Pamela!
E eis que:



Um prato Amanda!
Mas com uma diferença significativa no desenho central!



E esse é o grande mistério!
Seria Amanda uma produção brasileira copiada da alemã Fenne?



Trocando figurinhas com meu amigo Álvaro Aguiar, ele me disse que esse prato é encontrado com certa facilidade aqui no Brasil, portanto as chances do padrão ter sido copiado, realmente são grandes.

E então vem uma outra dúvida.
O prato foi vendido como sendo um prato de apoio (presentoir) de uma compoteira.
Junto com a compoteira Amanda, é possível ver que o prato encaixa perfeitamente.



Mas como sabemos, apenas as compoteiras fechadas, com tampa, possuem presentoir...


Será que, futuramente, vou me deparar com uma compoteira carnival glass no padrão Amanda?

Só o tempo poderá dizer...

No momento, o que eu sei é que mesmo tendo evidências da procedência de uma peça, sempre temos que tomar cuidado se a informação realmente é valida, pois o aparecimento de uma única peça pode mudar totalmente a história...