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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Morretes - Paraná

Sabe aquela cidadezinha cortada por um rio de águas limpas, casas antigas, todas coloridas, canteiros de flores... Aquela cidadezinha que você vê na novela e pensa "Uma cidade assim não existe no Brasil, é apenas cenário de novela".

Engano seu, essa cidade existe sim, é Morretes, no litoral do Paraná.


Partindo de Curitiba, para o passeio ficar mais encantador, você pode ir pela Estrada da Graciosa, já mostrada aqui no site.
Pouco mais de 70 km separam a capital paranaense dessa bela cidade que teve seus primeiros habitantes lá por volta dos anos de 1700.

Em alguns pontos existem escadarias que descem até o rio Nhundiaquara onde é possível sentar, molhar os pés e se refrescar à sombra de um flamboyant.




Casas de várias cores, ruas super limpas e conservadas.


Mas não vá pensando que a cidade é calma como mostram as fotos.
Muito pelo contrário, é uma cidade que nos finais de semana é invadida por turistas que vem de toda parte do mundo conhecer essa encantadora cidade e também provar o mais típico prato do litoral paranaense, o famoso "barreado", carne muito bem temperada e condimentada que fica cozinhando na panela de barro por mais de 24 horas.
Imperdível!


No caso dessas fotos, elas foram tiradas em um sábado do ano passado.
Sábado de jogo do Brasil na copa do mundo.
Está explicado o porque a cidade parece abandonada...



sábado, 28 de março de 2015

Pratos Ceramus


Companhia Paulista de Louças Ceramus, data provável de fundação, 1919 no bairro Belenzinho, cidade de São Paulo.
Poucos registros existem sobre essa fábrica, mas uma coisa é certa, produziu louça de altíssima qualidade.

Esses dois pratos são um belo exemplo.

Começando pela técnica empregada na decoração, molde vazado e aerógrafo, processo manual inexistente nos dias de hoje.

Depois o motivo da decoração, uma caravela portuguesas talvez prestes a descobrir terras do lado de cá do Atlântico.

Borda muito bem decorada.

Pratos que nos levam a pensar no que fizemos nessas terras durante estes 515 anos...




terça-feira, 24 de março de 2015

Site Do Tempo do Guaraná de Rolha

Saudações para todos!

Tenho recebido alguns e-mails perguntando se eu abandonei o blog.
Não! Não abandonei não!
Apenas estou dedicando todo o tempo que eu usaria aqui no blog para fazer atualizações no site tempoguaranaderolha.com.

Só a página carnival glass já possui mais de 40 padrões decorativos cadastrados, e sinceramente, um mais lindo do que o outro.

E para chegar nessa quantidade, o trabalho foi grande. Fotografar peças de vidro não é fácil. É necessário cuidar da iluminação, do reflexo do vidro, prestar atenção se os detalhes foram fotografados corretamente, e por aí vai.

Mas o resultado final está sendo muito satisfatório.

Deem uma passadinha por lá para conferir, basta clicar aqui!

E claro que assim que possível, retorno ao blog.

Abraços para todos!







quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Açucareiro Carnival Glass Sowerby

Quando falamos em açucareiro, pensamos em uma peça com tampa.
Aqui um açucareiro da Sowerby que foge à regra, não possui tampa.

Além de não possuir tampa, é um açucareiro grande, 9,0 cm de altura por 12,5 cm de diâmetro.
Não é bem diâmetro, pois a peça é sextavada em pétalas.
No fundo interno, uma flor estilizada.
O fundo externo é raiado e possui três pés-bolas.


A decoração é conhecida como "Lea", e o interessante é que Léa é o nome da querida vendedora de quem eu adquiri essa, e algumas outras, peças carnival glass.
Coincidência, não é mesmo?



Já comentei sobre a Sowerby em outra publicação.
Para conhecer um pouco mais sobre a empresa clique aqui e conheça o Cisne Manteigueira da Sowerby.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Cesta em vidro moldado

Uma cesta com 26,5 cm de comprimento, 13,5 cm de largura e 5,5 cm de altura.

Decorada com pequenas flores e alguns motivos geométricos.


O vidro não é translúcido, ele possui pequenas incrustações que lembram um glitter.
Sem identificação do fabricante, provavelmente peça brasileira pois não encontrei nenhuma peça semelhante a essa em catálogos estrangeiros.
Também enviei fotos para especialistas em vidro moldado e ninguém conhecia a peça.
É usada na cozinha para guardar pimentas, um vício na comida daqui de casa.
Essas viraram uma geleia de pimenta.
Delícia!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Saladeiras Porcelana Steatita

Um jogo com três saladeiras produzidas aqui no Paraná.
Medem 25,0 cm, 23,0 cm, 21,0 cm de diâmetro e respectivamente 7,0 cm, 6,0 cm e 5,0 cm de altura.

O que chama a atenção desse jogo é a decoração, na verdade a "qualidade"da decoração das duas saladeiras menores que diferem da saladeira maior.

A saladeira maior:

E as saladeiras menores:

Repararam a diferença?
As saladeiras menores são o que normalmente chamamos de "borrão".

Eu queria escrever sobre borrão junto com meu amigo Amarildo Q. Blanc, mas como nossos tempos livres não coincidem, e também por eu não resistir mostrar essas belezas de peças, vou falar um pouco sobre borrão, e deixo meu amigo Amarildo à vontade para complementar ou até corrigir alguma informação.

Há cerca de 200 anos, na Inglaterra, as indústrias cerâmicas começaram a usar papel transfer para decorar  louças.

O transfer era colocado na louça e levado para a queima, e nessa queima o papel do transfer era eliminado e o desenho agregado à cerâmica.
Na queima, a tinta de alguns desenhos acabava borrando a peça. Borrão que era até bem visto, pois ajudava a esconder defeitos que a louça normalmente possuía.

Pouco tempo depois, foi descoberto que alguns produtos, como a cal, passados sobre o transfer antes da queima faziam a tinta se espalhar pela peça.

Muitos colecionadores consideram que o verdadeiro borrão tem que ser uma peça inglesa, mesmo com os EUA tendo produzido muita coisa com essa técnica.

E aqui fica minha pergunta,
Essas saladeiras da Steatita podem ser consideradas louça borrão?
Vale lembrar que o verdadeiro colecionismo de borrão, com livros publicados e peças catalogadas começou a partir da década de 1.960, época em que essas peças foram produzidas.

Portanto, qual será a decoração que a Steatita queria para a louça, a da saladeira maior ou a das saladeiras menores?

Deixo a pergunta em aberto!



Vocês devem ter reparado que as fotos usadas hoje fogem do padrão que vem sendo usado pelo blog já há algum tempo.
É que essas saladeiras estão na casa que, finalmente, estou terminando de construir no litoral.
Futuramente vou falar um pouco mais sobre Antonina, por enquanto vou deixar algumas poucas fotos que foram tiradas em casa.